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Fundação Japão apoia a JCI Brasil-Japão em ação de solidariedade às vítimas de Brumadinho

“Painel em Homenagem às Vitimas de Brumadinho” (Foto: Luci Judice Yizima)

A iniciativa envolve a doação de um painel de oshibana-e e origami, oficina de tsurus e a apresentação de um projeto semelhante realizado no Japão, após o tsunami de 2011. A partir do dia 12 de abril, a Biblioteca da Fundação Japão sedia um evento voltado às vítimas da tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais. Em decorrência do rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração, em 25 de janeiro, casas foram destruídas e mais de 200 pessoas morreram. Por iniciativa da JCI Brasil-Japão (Junior Chamber International), uma organização de jovens sem fins lucrativos, um painel confeccionado com Oshibana-e, pela artista Alice Midori Imai, e por origamis produzidos pelas comunidades nikkeis de São Paulo, estará exposto até o dia 20 de abril. Em maio, o painel segue rumo ao estado de Minas Gerais, para ser doado à Prefeitura de Brumadinho.

 

Oshibanae (Foto: FJSP)

 

O painel “Devolvam a nossa paisagem. Devolvam o nosso quintal” foi confeccionado a partir de técnicas de oshibana-e e origami, e conta com o apoio institucional da Fundação Japão. As duas técnicas são típicas japonesas. Enquanto a primeira consiste na prensagem de flores, folhas, galhos e frutas desidratados, a segunda é a arte de dobrar papel, dando origem a variadas formas.

Neste caso, a forma predominante será a do tsuru, considerado uma ave sagrada do Japão, envolvido em uma antiga lenda, simbolizando saúde, sorte, felicidade e longevidade.

 

O evento conta com o apoio da ASEBEX, ABEUNI, Comissão de Jovens do Bunkyo, ABJICA, AMCNB, Ateliê de Oshibana-e da Alice Midori Imai, KIF Brasil, Ken Mabe Arquitetos & Associados e KamiArte da Mari Kanegae. (Foto: Luci Judice Yizima)

 

O objetivo desta ação é reunir o público jovem de São Paulo, bem como entidades representativas da comunidade japonesa, empresariado e governo japonês, em orações e solidariedade às vítimas de Brumadinho, assim como chamar a atenção das autoridades brasileiras para que eventos como esse não se repitam no Brasil, desejando a rápida recuperação e o restabelecimento do local o mais breve possível.

O evento conta com o apoio da ASEBEX, ABEUNI, Comissão de Jovens do Bunkyo, ABJICA, AMCNB, Ateliê de Oshibana-e da Alice Midori Imai, KIF Brasil, Ken Mabe Arquitetos & Associados e KamiArte da Mari Kanegae.

 

 

Origami (Foto: FJSP)

Oficina de Origami

Nos dias 13 e 20 de abril, das 14h às 16h, haverá na Biblioteca da Fundação Japão uma oficina de origami, para aqueles que desejam aprender a dobradura do tsuru. Os origamis produzidos na oficina serão incorporados ao projeto e enviados aos moradores de Brumadinho, juntamente com o painel.

Aqueles que já dominam a técnica e quiserem participar poderão trazer os seus tsurus de casa, sem distinção de cor ou tamanho.

A oficina é uma correalização da JCI Brasil Japão e Fundação Japão em São Paulo.

 

Arte, um caminho para a reconstrução

Também será apresentado, na Biblioteca da Fundação Japão, durante o período da exposição, o projeto artístico de grafite do artista plástico Titi Freak, realizado em Ishinomaki, cidade japonesa afetada pelo tsunami de 2011.

No projeto artístico de grafite em moradias provisórias de Ishinomaki, realizado pela Fundação Japão e Embaixada do Brasil em Tóquio, Titi Freak pintou as paredes das habitações das vítimas no Japão, trazendo mais alegria e revitalização na comunicação entre os moradores da comunidade local, além de realizar um workshop de arte para fins de intercâmbio.

 

Titi Freak pintou as paredes das habitações das vítimas no Japão, trazendo mais alegria e revitalização na comunicação entre os moradores da comunidade local (Foto: FJSP)

 

O vídeo Titi Freak – Grafite para Ishinomaki, dirigido por Roberto Maxwell, também será veiculado durante a exposição, revelando detalhes sobre o projeto no Japão. Mais sobre Titi Freak em www.tfreak.com e sobre o projeto em www.wochikochi.jp/topstory/titifreak_project.pdf

 

A lenda do Tsuru – Os tsurus são aves consideradas sagradas pelos japoneses, representando a vitalidade da juventude. Acredita-se que dobrar mil origamis de tsurus dá direito à realização de um pedido. Por este motivo, é comum que as dobraduras sejam ofertadas a pessoas com problemas de saúde, preparados por amigos e familiares. Desta lenda, vem a história que se tornou símbolo da luta pelo fim das armas nucleares.

Sadako Sasaki vivia muito próxima ao local da explosão, em Nagasaki, e aos 2 anos de idade, sobreviveu ao ataque. Dez anos mais tarde, no entanto, a menina recebeu o diagnóstico de leucemia, consequente da radiação nuclear. Durante o tratamento, conheceu a lenda dos mil tsurus de papel e começou a fazer as dobraduras. Infelizmente, não conseguiu concluir, falecendo depois de ter feito 964 tsurus. A notícia se espalhou pelo Japão e pelo mundo, em uma grande campanha para a construção de um monumento em memória de Sadako e das demais vítimas das bombas atômicas.

Em 5 de maio de 1958, foi inaugurado em Hiroshima, o Monumento da Paz das Crianças, com a Estátua da menina Sadako erguendo um origami de tsuru. Desde então, todos os dias 6 de agosto são marcados por homenagens ao pé do monumento, que recebe milhares de tsurus.

 

Exposição Devolvam a nossa paisagem. Devolvam o nosso quintal

Data: 12 a 20 de abril (fechado aos domingos, segundas e feriado)

Local: Biblioteca da Fundação Japão

Endereço: Avenida Paulista, 52, 3º andar, São Paulo

Horário: terça a sexta, das 10h30 às 19h30 e sábado, das 9h às 17h

Ingressos: gratuitos

Classificação: Livre

Informações: Fundação Japão em São Paulo www.fjsp.org.br

JCI Brasil-Japão  https://jcibrasiljapao.org.br/

Sobre Origami  http://www.kamiarte.com.br/

Sobre Oshibana-e  http://www.oshibana-e.com.br/

Luci Júdice Yizima

Jornalista e Fotógrafa
lucijornalismo@hotmail.com
(11) 99738-7200

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