Colunas Krônicas

KRÔNICAS: Universidades públicas lá e cá

Universidades públicas lá e cá (Divulgação)

Recentemente, nas redes sociais, vi postagens de ambientes universitários no Japão que me remeteram a quando frequentei a Universidade de Nagoya, de 1985 a 1987, ou, 35 anos atrás, antes mesmo do movimento dekassegui se iniciar!

O que me chamou a atenção foi a limpeza do campus e dos próprios prédios das faculdades, ainda muito igual a quando lá estive, em vez dos impressionantes equipamentos tecnológicos. Também pudera. É Japão, e a rapidez dos avanços da informática os justifica.

E foi a limpeza porque, quase simultaneamente, vi postagens semelhantes de algumas das nossas universidades públicas, devido às pichações e ambientes de promiscuidade que estão se tornando.

Sim… se tornando, porque me formei em 1974 por uma particular, mas tinha amigos na USP, por exemplo, que me justificava visitas lá. Na época, taxativamente, isso não existia!

Posso fazer comparações com propriedade porque quando frequentei a de Nagoya, tão logo cheguei, os colegas de sala… com quase a metade da minha idade, sabendo que viera do Brasil convidaram-me para jogar futebol na seleção da faculdade, sem nem me perguntarem se jogava, por óbvio que lhes devia parecer… rs. Aceitei e, olha só, para já participar da Copa do Imperador (Tennohai), onde até um gol marquei!… rs. Mas isto é outra história!

Fiz a referência porque, para treinar, de minha sala até o campo de futebol tinha longa caminhada dentro do Campus. E como gosto de observar, conforme escrevi em artigos anteriores sobre caminhadas, as minhas até lá também eram diferentes, o que me possibilitou conhecer bem o Campus. Nunca vi um papel jogado no chão… muito menos prédios pichados. Isso, aliás, nem fora, ou seja, por toda a grande cidade de Nagoya.

Conclui que isso vinha da base porque, na mesma época, meu filho frequentou, lá, o jardim de infância e, mais tarde, o fundamental quando até eu, como pai, participei das grandes faxinas na escola dele, ciente de que ele próprio fazia tarefas relativas no dia-a-dia escolar.

Apesar de… no Brasil, outras razões mais levaram a esse caos. Né, não?!

 

Silvio Sano

- Formado em arquitetura pela Univ. Mackenzie (1974), auge: ampliação do estádio Santa Cruz (Recife, 1981); conhece o Japão por quatro óticas (bolsista 1975, lua-de-mel 1980, Univ.Nagoya 1985/887 e decasségui 1989/1992); colunista e chargista desde 1996; escritor, com sete livros publicados (Kontos, Krônicas & Kanções foi o último); compõe versões em português de músicas japonesas (Youtube), mas também de outras línguas (Hallelujah=>HalleLULA, do inglês); cantor nas categorias Pop e Internacional e, palestrante (tema atual = conflitos nikkeis mesmo 110 anos depois);

- Vice-presidente do Conselho Deliberativo da ACA Mie Kenjin do Brasil, Assessor de Comunicação e Imprensa da UPK (União Paulista de Karaokê) e um dos adminiostradores dos sites Nikkeyweb e UPK. 

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