Colunas Krônicas

Racismo? O que é, de verdade!!

Foto tirada em agosto de 1998

Há muito que quero abordar esse tema, e agora ainda mais porque a militância esquerdista aponta como racismo tudo quanto é descuido de fala ou atitude.
Na verdade, até já abordei o tema, em 2019, mas mais levemente, devido a um diálogo que tive com Gerald Thomas (outro ex-ídolo), teatrólogo conhecido no mundo inteiro, em 1998. Foi num papo descontraído quando ele afirmou detestar racistas por já ter sido chamado de yankee, alemão e judeu, quando jovem.
Mas discordei dele, em parte, porque também fui… e ainda sou chamado de japonês. Isso, por considerar que, muitas vezes, esses termos são utilizados como discernimento, e não racismo. Como quando queremos chamar alguém num aglomerado de pessoas e não sabemos o nome, recorrendo a uma característica. Já ocorreu comigo inúmeras vezes, tanto na condição de procurado como procurando por alguém.
Eu próprio já me identifiquei como “japa” num ambiente que não tinha nenhum asiático, do tipo: “O japa aqui pode?” ou “Chame o japa aqui que vou!”
Por isso não me considero racista por simplesmente usar esses termos dessa forma… e provo.
Quarenta anos atrás, quando andei de mochila pelas Américas, em especial na Central, após sair do México e ser chamado o tempo todo como chino (pronuncia-se tino) até chegar no Panamá, quando me encontrei com um nikkei e lhe perguntei se era chino. O cara queria me “matar”… rs.
Ou seja, por não ser racista, apesar de nesse caso influenciado, ainda assim não consegui ver a diferença. Sempre fui assim.
Mas já que citei um exemplo advindo de caminhada, citarei outro, mas das atuais com minha esposa, para mostrar, aí sim, uma atitude racista de minha parte. Involuntária, lógico e, por isso, dei graças por minha referência não a ter ouvido.
Já contei em minha rede social sobre os personagens que encontramos na praça que adotamos para nossas caminhadas. Pois bem. Numa das citações referi-me a uma senhora e sua cuidadora que caminhavam todos os dias batendo bons papos. Minha esposa alertou-me que poderia ser uma vizinha amiga e não cuidadora.
Minha referência foi devido ao fato de ela me parecer jovem e… ser de cor, uma negra… até nos cruzamos com elas novamente e ver que aparentavam ter mesmas idades.
Vixe! Fiquei envergonhado por ter me influenciado pelo estereótipo.
Isto, sim, é racismo!

Silvio Sano

- ARQUITETO, pela Univ. Mackenzie (1974), tendo como auge o projeto executivo da arquibancada superior do Estádio Santa Cruz (Recife), em 1981/82; ESCRITOR (sete livros, um dos quais: Corinthians, 100 Anos - Gols Ilustrados); COLUNISTA e CHARGISTA, desde 1996; JORNALISTA, com MTb desde 2012; e, COMPOSITOR (haicais e versões em português de músicas estrangeiras);
- conhece o Japão por quatro óticas diferentes (bolsista, 1975; lua-de-mel, 1980; Univ. Nagoya, 1985/87; e. decasségui, 1989/92);
- um dos administradores dos sites Nikkeyweb e Portal Oriente-se.
- Palestrante (tema atual: Konflitos Nikkeis, mesmo após mais de um século);
- tem páginas no Facebook, Twitter, Instagram e canal no Youtube
- email: silvio.sano@yahoo.com

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