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YEU e… CHÊ! Yeu, héim?!!!

Este artigo, na verdade, nasceu para ser mais um TBT que pretendia postar em minha página do Facebook. É que, tendo visto um reel do Pátria Brasil – Goiás (já dando os devidos créditos), que me remeteu a algo semelhante passado também comigo, inicialmente pensei em postá-lo no Facebook mesmo, como tal. O problema é que, como minha explicação começou a se tornar longa para uma postagem naquela rede social, resolvi trazê-la para cá.
É que esse reel, da referência, aborda a vida de Che Guevara que os jovens, que usam camisetas com a estampa dele, desconhecem. Pois bem… Chê, tão logo se formou em Medicina, fez seu segundo passeio-aventura pela América Latina, igual a que fiz, quase tão logo também me formei… em Arquitetura. Quase, porque só a fiz após encerrar minha bolsa-estágio no Japão. Ou seja, de volta à minha Pátria, enquanto ele parftiu da dele… rs
Mas as conclusões que tiramos, diante do que vimos teriam de ser mesmo semelhantes… como realmente as foram, de tanta pobreza que testemunhamos pelo caminho. Apenas nossas reações e consequências foram diferentes diante dessa realidade toda.
Também puderaa. Ele, desde jovem já odiava gays e tinha aversão a negros, enquanto eu, cheguei a trabalhar com dois gays, ótimas pessoas, um dos quais, arquiteto, que me deu estágio de arquitetura por quase um ano. E tive também bons colegas negros, tanto na escola quanto no trabalho. Ele, com 27 anos, conheceu Fidel Castro, virou seu braço direito e fez atrocidades como matar gays e negros a sangue frio, com ele mesmo atirando… até depois de se afastar de Fidel e ir parar na Bolívia onde foi assassinado aos 35 anos. Eu, com 27 anos desenhei meu Pietá, por favor! que o inscrevi no IV Salão de Humor Internacional de Piracicaba, sendo um dos seis cartuns escolhidos para ilustrar a seção de Arte da revista VEJA. E para não terminar a associação com Chê, aos 35 anos pude fazer uma exposição de meus trabalhos na galeria REGU, em Nagoya, onde meu Pietá ganhou destaque.
Para concluir, posto este artigo apenas para deixar claro que essas são as únicas formas de associação que aceito com esse gajo, héim… rs

Caminho que fiz de mochila, em 1976
Cartum que fiz para enviar ao Salão de Humor de Piracicaba, em 1977
Na seção ARTE da VEJA, em 1977
Exposição na Galeria REGU, em Nagoya – 1985
Agora, em casa, muito bem guardada

Silvio Sano

- ARQUITETO, pela Univ. Mackenzie (1974), tendo como auge o projeto executivo da arquibancada superior do Estádio Santa Cruz (Recife), em 1981/82; ESCRITOR (sete livros, um dos quais: Corinthians, 100 Anos - Gols Ilustrados); COLUNISTA e CHARGISTA, desde 1996; JORNALISTA, com MTb desde 2012; e, COMPOSITOR (haicais e versões em português de músicas estrangeiras);
- conhece o Japão por quatro óticas diferentes (bolsista, 1975; lua-de-mel, 1980; Univ. Nagoya, 1985/87; e. decasségui, 1989/92);
- um dos administradores dos sites Nikkeyweb e Portal Oriente-se.
- Palestrante (tema atual: Konflitos Nikkeis, mesmo após mais de um século);
- tem páginas no Facebook, Twitter, Instagram e canal no Youtube
- email: silvio.sano@yahoo.com

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