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Ex-executivo e mestre Masayoshi Morimoto fala sobre “O legado dos nikkeis para o mundo atual e futuro”

"O professor Morimoto é um homem muito inteligente e à frente do seu tempo", destaca Nakatani. (Foto: Luci Judice Yizima)

Aos 79 anos, o executivo e professor, Masayoshi Morimoto  ministra palestras, veio ao Brasil especialmente para participar do FIB – Fórum de Integração Bunkyo e no dia 1 de outubro, no Centro Cultural Aliança, em Pinheiros, falou sobre o tema “O legado dos nikkeis para o mundo atual e futuro” para alunos, representes de instituições ligadas à divulgação da cultura japonesa no Brasil e simpatizantes.

O evento começou com as palavras de boas-vindas do presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão, Yokio Oshiro, que agradeceu a presença mais frequente de Morimoto no Brasil e do público, que incentiva a existência de outros encontros semelhantes na Aliança.

 

Ex-executivo e mestre Masayoshi Morimoto fala sobre “O legado dos nikkeis para o mundo atual e futuro”. (Foto: Luci Judice Yizima)

 

Atualmente, Morimoto é professor da Universidade Wales, no Reino Unido, diretor-executivo do Kaigai Nikkeijin Kyokai e conselheiro da Comissão de Assessoria para Desenvolvimento Econômico e de Comércio Exterior da Nova Zelândia. É formado em Direito na Universidade de Tóquio e foi diretor-presidente da Sony Brasil por 10 anos e da Sony Manufacturing Company of America.

O conselheiro da Aliança Cultural Brasil-Japão, Anselmo Nakatani fala sobre o professor Morimoto é um homem muito inteligente e à frente do seu tempo.  “Conheci o professor Morimoto quando era presidente de uma empresa japonesa e diretor de uma entidade brasileira. Ele era o único presidente de empresa japonesa que participava comigo desses eventos. Há muito tempo, ele é um cidadão globalizado e com muita vitalidade”, destaca Anselmo Nakatani.

Durante a palestra o professor Morimoto comenta que, “para compartilhar seus conhecimentos sobre a sociedade japonesa, em âmbito mundial, como uma palestra construtiva, remetendo a uma reflexão sobre as comunidades nikkeis”. Segundo ele, a identidade do Nikkei no Brasil está ameaçada a sumir se não houver inserção de jovens Nikkeis na identificação do seu legado.

A interação com o público foi grande, gerando perguntas sobre as impressões do executivo sobre a cultura brasileira, suas pesquisas sobre a cultura japonesa e a relação do Japão com outros países.

O professor, misturando quatro idiomas (português, espanhol, inglês e japonês) para entender melhor, abordou críticas duras a algumas posturas dos japoneses, como a falta de criatividade, assim como ressaltou os pontos positivos, como a qualidade dos produtos, a responsabilidade social, o respeito ao meio ambiente e como economizar e utilizar os recursos naturais e o lixo de forma adequada. Destacou a dedicação dos japoneses à empresa em que trabalha.

Morimoto buscou explicar os caminhos que levaram à cultura empresarial japonesa que encontramos atualmente. A base seria a colheita de arroz, o que exige a união de todos para plantar tudo ao mesmo tempo, realizando a tarefa de acordo com o esperado, de maneira e ritmo iguais.

De acordo com o executivo, esforços e dedicação são mais valorizados pelos japoneses do que a conquista de resultados. Além disso, empresas com ética e aquelas que possuem vínculos mantidos de geração em geração fortalecem relações nos negócios.

Sobre a cultura brasileira, o primeiro contato de Morimoto foi em 1960, vendo um filme brasileiro, o que despertou o interesse pela literatura, como, por exemplo, as obras de Jorge Amado. Sobre as pessoas, os brasileiros se apresentaram de forma muito simpática e carinhosa ao empresário. “No Brasil, fiz muitos amigos, principalmente em São Paulo, existem muitos nikkeis. Então os brasileiros já estão acostumados e tratam os japoneses muito bem”, diz. “Depois vim para trabalhar, mas, nesse caso, fiquei muito decepcionado com o egoísmo. Mas tenho mais amigos no Brasil que no Japão. Minha ligação com o Brasil está mais íntima e estreita”, destaca. Ele também ressaltou que uma das soluções para a recuperação econômica no Japão seria a imigração, pois a população está envelhecendo e a juventude encontra-se desestimulada com a situação atual.

 

No final da palestra, Morimoto foi homenageado e recebeu das mãos do presidente da Aliança, Yokio Oshiron uma placa de agradecimento à presença do professor no Brasil e, principalmente, nas instituições que mantém como meta principal a divulgação da cultura japonesa no país e a integração entre as duas nações amigas.

 

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