Colunas Krônicas

KRÔNICAS: E se até o Covid-19 se banalizar?!

Imagem: Pixbay

Alguém já pensou nisso? Eu já!… mas sem chegar a conclusão nenhuma!

Para começar, por que pensar nisso se o ideal e o objetivo é para que se acabe o mais breve possível, para o bem da Humanidade? E que fique logo para a História como apenas mais uma peste que se alastrou pelo mundo, independentemente de ter sido intencional ou não.

E por que nem sequer cheguei uma suposição após ter refletido muito a respeito? Bem como, por que isso me veio à cabeça?

Explico. Nunca antes vi tantos noticiários na TV como nesse período de confinamento forçado, devido à preocupação em acompanhar o andamento do “mardito”, bem como pela expectativa de ouvir a ótima notícia de que, finalmente, sua vacina foi descoberta.

Até agora nada. No entanto, algo me chamou a atenção nos noticiários: a quantidade enorme de crimes… e violentos!! Na minha estatística atual, 70% das notícias são de crimes ou acidentes, 20% de Covid-19 e 10% genéricas. Na dos 70%, metade são de crimes violentos!

De tantos, que até, daí sim, fiquei preocupado com a banalização dessas notícias dos crimes violentos, às vezes, sádicos até, horripilantes. Isso me veio à cabeça porque fui remetido a uma reportagem que me tocou muito, de muitos anos atrás, sobre crianças, em uma favela do Rio, jogando futebol com uma caveira humana que, segundo elas, tinham achada sobre o capô de um carro. Nesse caso, pensei, por estarem se divertindo com isso, só mesmo se esse tipo de crime já ter se tornado banal para elas, naquela favela. Né, não?!

Pois é. Retomando os atuais noticiários, a impressão é a de que essa banalização já ocorre. Ao menos é o que tenho visto nas entrevistas dos criminosos. A frieza com que descrevem seus crimes, e com detalhes. É impressionante… ao menos, para mim.

Daí, pelo momento, vincular a banalização ao vírus me foi automático. Mas não! O máximo de banalização a que cheguei foi uma consequência: uso das máscaras, como no Japão, lá, mesmo a simples resfriados… por “respeito ao próximo mais do que a si mesmo”.

Não aqui… ao brasileiro… rs, mas se vier a ocorrer, será benvinda.

E #VaiPassar!

Silvio Sano

- Formado em arquitetura pela Univ. Mackenzie (1974), auge: ampliação do estádio Santa Cruz (Recife, 1981); conhece o Japão por quatro óticas (bolsista 1975, lua-de-mel 1980, Univ.Nagoya 1985/887 e decasségui 1989/1992); colunista e chargista desde 1996; escritor, com sete livros publicados (Kontos, Krônicas & Kanções foi o último); compõe versões em português de músicas japonesas (Youtube), mas também de outras línguas (Hallelujah=>HalleLULA, do inglês); cantor nas categorias Pop e Internacional e, palestrante (tema atual = conflitos nikkeis mesmo 110 anos depois);

- Vice-presidente do Conselho Deliberativo da ACA Mie Kenjin do Brasil, Assessor de Comunicação e Imprensa da UPK (União Paulista de Karaokê) e um dos adminiostradores dos sites Nikkeyweb e UPK. 

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twitter.com/silvio_sano
silvio.sano@yahoo.com

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