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Nelson Kioshi Nakada: do Limão à conquista do Sacolão

“Vai um limão aí freguesa?”, essa é a frase mais conhecida para quem vai a feira livre em São Paulo. Para o tímido Nikkei, Nelson Kioshi Nakada, essa frase começou aos 15 anos de idade. Foto: Luci Judice Yizima

“Vai um limão aí freguesa?”, essa é a frase mais conhecida para quem vai a feira livre em São Paulo. Para o tímido Nikkei, Nelson Kioshi Nakada, essa frase começou aos 15 anos de idade, quando saiu da pequena cidade de Lucélia, no Oeste paulista, e veio morar em São Paulo onde começou sua atividade de marreteiro, como vendedor de limão. As luzes da cidade ainda estavam acesas quando Nelson chegava à feira para ajudar os feirantes a descarregar as mercadorias do caminhão, e ajudar a montar as barracas. O que lhe garantia um trocado para comprar uma a duas caixas de limões. Seu cotidiano era muito movimentado, de segunda a segunda cheia de idas e vindas, no esforço contínuo na busca por mercadoria de qualidade, atendimento impecável e preço acessível, lhe garantiu a conquistar clientes fiéis nas feiras livres na zona Sul de São Paulo. Aos 18 anos de idade, Nelson conquistou sua primeira barraca de limão.

 

Foto: Luci Judice Yizima

 

Em um papo descontraído, o empresário Nelson Nakada relata a sua trajetória do limão à conquista do sacolão. “Sempre fui um péssimo vendedor, mas conquistava os clientes pelo bom atendimento e limão de qualidade”, confessa. Segundo ele, quando garoto brincava de bater bafo com figurinhas e jogar bolinhas de gudes e ganhava todas, vendia as figurinhas e as bolinhas de gudes para os amigos, acredita que a partir daí nasceu seu instinto para os negócios, era uma profissão. Aos 20 anos de idade comprou sua primeira barraca de frutas variadas, mas nunca desistiu do limão para não perder a sua antiga freguesia. “A laranja era a fruta mais vendida na barraca, mas particularmente gostava de trabalhar com frutas finas como maçã, pera, uva, pêssego e ameixa. Mas tinha as frutas populares como melancia, abacaxi e manga”, conta Nelson.

 

Foto: Luci Judice Yizima

 

Na ocasião as feiras livres funcionavam nas segundas feiras, o trabalho era árduo, e acumulavam muitos desafios, um deles era conquistar a confiança de meeiros, criar parceiros, conquistar um bom espaço na feira, mas com força de vontade e espírito empreendedor Nakada chegou a ter 30 barracas de frutas com esse sistema. Logo veio o convite da diretoria da CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) para montar o primeiro Sacolão NK em São Bernardo do Campo.

 

Foto: Luci Judice Yizima

 

“Esse modelo de sacolão nós trouxemos de Minas Gerais, para atender a população mais carente para consumir Hortfruti com preço único e acessível”, explica. Quando perguntei, qual é o segredo do sucesso? Nakada respondeu com muito brilho nos olhos. “O segredo do sucesso é muito trabalho, dedicação e amor ao próximo em servir bem. Os Sacolões Saúde são bem localizados, na prática são uma combinação de frutas, legumes e verduras de qualidade, preço acessível, ambientes agradáveis, muito limpos, organizados, gôndulas diferenciadas e climatizadas”, comemora o protagonista do Sacolão Saúde.

 

Foto: Luci Judice Yizima

 

De acordo com Nakada, apesar do crescimento e da concorrência, o Sacolão Saúde se mantém fiel ao seu propósito, é uma verdadeira vitrine de feiras livres. “No Sacolão Saúde, nós mantemos o atendimento personalizado típico das feiras, as lojas tem uma equipe de funcionários bem treinados, que não vacilam no atendimento. Vendo também pães, carnes, bebidas e frios. Nas cinco lojas, também dispõem das linhas populares dos grandes fabricantes, além de tudo, produtos artesanais e orgânicos comprados de médios e pequenos produtores”, destaca o empresário.

 

Foto: Luci Judice Yizima

 

Hoje, Nelson Nakada está aposentado, se diz saudoso da feira, dos amigos, parceiros e clientes que conquistou durante os 55 anos de atividades. Porém, observa de longe as cinco lojas que mantém sob a administração familiar. Seu maior prazer é estar em família, pescar com amigos, comer o famoso bife a cavalo, acompanhado de arroz e feijão, mas aprecia um bom sanduíche de mortadela. Igualmente a sua satisfação pessoal estar em fazer ações sociais, retribuir a sociedade tudo aquilo que conquistou.

 

Foto: Luci Judice Yizima

 

Solidariedade – “Quando me estabilizei em 1995, comecei a criar sucessores para os negócios, minha missão já estava definida. Sempre quis ajudar, mas não sabia por onde começar. Então comecei a fazer doações de frutas e verduras graças à ajuda dos amigos e colaboradores da CEAGESP para a Sociedade Beneficente Casa da Esperança “Kibô-no-Iê” através do amigo Mário Massayoshi Nakamura”, lembra. “A partir daí abracei a causa, fui conhecer as dependências do Kibo-No-Iê, Kodomo-No-Sono, Ikoi-No-Sono, Yasuragi Home e outras entidades da sociedade brasileira doando frutas e legumes nos eventos para gerar receita, deu tudo muito certo”, festeja o filantropo.

 

Foto: Luci Judice Yizima

 

Para celebrar as ações e contribuições à sociedade, o Nipo-brasileiro, Nelson Kioshi Nakada será homenageado no dia 01 de dezembro, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, através do Deputado Estadual Hélio Nishimoto, recebe a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo.

 

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Foto: Luci Judice Yizima

Luci Júdice Yizima

Jornalista e Fotógrafa
lucijornalismo@hotmail.com
(11) 99738-7200

1 Comentário

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  • Parabéns senhor Nelson
    E a toda equipe nk
    Foi no ano de 1999 que aprendi com este grupo que Deus abençoe a todos
    Jovelino Rodrigues de Moura

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