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A ANBLA “finca os pés”, de vez, no 21º Festival do Japão!

Associação Nipo Brasileira de Letras e Artes (ANBLA), finca os pés no 21º Festival do Japão, para apresentar seus associados e obras à sociedade e foi muito bem sucedido.

Ainda em formação, mas já sensibilizando um empresário altruísta (que pediu anonimato) com seu projeto de intenções, somado a outras contribuições, a Associação Nipo Brasileira de Letras e Artes (ANBLA), conseguiu locar um espaço, incluindo layout e design, no 21º Festival do Japão, para apresentar seus associados e obras à sociedade e foi muito bem sucedido.

 

Foto: Silvio Sano

 

Acho que batemos o recorde da venda de livros, em exemplares e em valor”, afirmou Hidemitsu Miyamura, presidente em exercício da ANBLA, empolgado com o primeiro passo dado pela nova entidade. Tivemos muita visibilidade e ainda fizemos contatos abrindo novos caminhos para o futuro. Minha avaliação é excelente! Basta imaginar o que estaríamos fazendo sem esse canal de exposição.”, prosseguiu empolgado. “Podia ter sido melhor, mas para primeira vez, foi ótimo! E vamos melhorar! Por exemplo, aos próximos eventos, tentaremos incluir nossos artistas de danças de leques e espadas nas programações de palco dos mesmos”, justificou.Esperamos ter correspondido aos que nos ajudaram financeiramente e, aos quais somos imensamente gratos porque sem eles essa realização seria impossível”, concluiu.

 

Foto: Silvio Sano

 

A ANBLA, com novo formato estendendo também a artistas, conta com aproximadamente 20 escritores e 30 artistas. Apesar do nome, não é restrita a descendentes. É aberta também aos não, mas simpatizantes que praticam ou façam referência a temas relacionados com a cultura japonesa ou ao próprio Japão. Aos descendentes, não há a obrigatoriedade da abordagem vinculada à cultura japonesa.

 

Foto: Silvio Sano

 

Como exemplos, Carlos Ragazzo, que ministrou as oficinas de sumiê no estande da ANBLA, foi aluno do professor Okinaka, no Bunkyô/SP; e Raul Marino Jr, autor do livro O Cérebro Japonês, que teve apoio da entidade, não são descendentes de japoneses.

 

Foto: Silvio Sano

 

Nesse Festival, pela área das Letras, além da venda dos livros de todos os autores, associados ou não, houve também o lançamento de novos como, A Peregrinação das Folhas Caídas (André Kondo), Kontos, Krônicas & Kanções (Silvio Sano), Linha Tênue (Gilson Yoshioka), O Cérebro Japonês (Raul Marino Jr) e Samurai Sapeca (Thoshio Katsurayama).

 

Foto: Silvio Sano

 

Pelas Artes, Akira Saito, mestre 7 dan em Shibu e Kenbu, estilo Shoko-ryu, apresentou workshop dessa arte que remonta mais de 1300 anos, interagindo com o púbico e explicando nuances das técnicas, das letras dos poemas, das vestimentas e da manutenção das tradições. E Kazuyo Morishita, mestre em Shodô, também do grupo Shibu e presidente da Shoko-ryu, contribuiu com caligrafia japonesa aos que compravam livros e explicações aos contemplados enquanto as escrevia.

 

Foto: MJapan

 

E o grupo “Coletivo Oriente-se”, por meio de uma TV, rodou vídeo nos três dias com retrospectiva de seus curtas postados no Youtube, para mostrar o perfil do grupo criado… “para desmistificar o estereótipo carimbado pela mídia de que atores orientais são apenas para papéis ‘exóticos’, mas também para abrir o debate sobre diversidade étnica, social e de gênero no meio artístico”, reforçou Edson Kameda, membro do grupo e um dos atores da peça O Legítimo Pai da Bomba Atômica, com elenco 100% nipo-brasileiro, ora em cartaz e já chamando a atenção da grande mídia.

 

Foto: Silvio Sano

 

Pela satisfação geral dos que participaram desse Espaço Letras e Artes, conforme denominado pela ANBLA, o saldo foi positivo. “Preliminarmente, a apuração da venda dos livros foi muito boa. Os dados ainda estão sendo compilados. Mas creio que acertamos na escolha do tamanho e formato do espaço locado”, explicou Jun Sakakura, secretário em exercício da ANBLA.

 

Foto: divulgação

 

O espaço bem localizado e de excelente exposição, manteve-se muito movimentado nos três dias do Festival. Lika Kawano, presidente da ANISA (Associação Cultural Nipo Brasileira de Salvador) e Roberto Fudio Mizushima, ex-presidente, responsáveis pelo Festival da Cultura Japonesa de Salvador, com quem Sakakura já vinha mantendo contato e convidados por ele, apresentaram-se no estande já formalizando convite à ANBLA para participação no festival deste ano, em agosto, nos dias 24, 25 e 26.

 

Foto: Silvio Sano

 

Enfim, o movimento no Espaço Letras e Artes foi muito bom. A participação e colaboração de todos muito gratificante. Chamo isso de espírito coletivo! A ANBLA não é só para festivais. É uma entidade aberta, formada para receber e promover manifestações na literatura e nas artes, para propiciar a escritores e artistas maior visibilidade,”, concluiu Sakakura, deixando claro o papel dessa nova entidade.

 

 

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Fonte: www.nikkeyweb.com.br

Silvio Sano

- Formado em arquitetura pela Univ. Mackenzie (1974); conhece o Japão por quatro óticas diferentes (bolsista 1975, lua-de-mel 1980, Univ.Nagoya 1985/887 e decasségui 1989/1992); escritor (sete livros, sendo Kontos, Krônicas & Kanções, o último); colunista e chargista desde 1996; jornalista (2012);
- Compõe versões em português de músicas estrangeiras, em especial da japonesa;
- um dos administradores dos sites UPK, Nikkeyweb e, agora, Portal Oriente-se.
- Palestrante (tema atual = Konflitos Nikkeis, mesmo mais de um século depois);
- Tem páginas no Facebook, Twitter e Instagram e canal no Youtube
- email: silvio.sano@yahoo.com

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