Colunas Krônicas

A vez da Editora Jornalística União Nikkey…

Olha só! Justamente hoje, 22 de novembro, quando me sento à frente do computador para escrever sobre o fechamento da Editora Jornalística União Nikkey (Nikkey Shimbun e Jornal Nippak), é exatamente mesmo dia de quando a edição impressa do São Paulo Shimbun circulou pela última vez, em 2018.
Não foi proposital, visto que tão logo soube dessa nova lastimável ocorrência, senti-me na obrigação de manifestar aqui sobre esse caso, por ter feito o mesmo ao daquele (São Paulo Shimbun… lamentável, sim, mas não por falta de alertas!), em janeiro de 2019.
Ao daquele, conforme título, ao menos de minha parte, não foi por falta de alertas… rs.
Bom… comecei a escrever SP Shimbun em 1996, apesar de meu pai já ser assinante desde bem muito antes. Mesmo assim, nunca percebera, de fato, a importância desse veículo de comunicação à comunidade nipo-brasileira porque passei a maior parte de minha vida profissional afastado dela, literalmente. Por isso ninguém me conhecia quando comecei, tampouco eu a eles. Mas a partir da coluna, por também abordar as duas faces da moeda (da comunidade), comecei a ficar conhecido e chamando a atenção dos próprios diretores a ponto de ter tido oportunidades de conversar com eles. Como sempre fui observador, já percebendo que quem lia o jornal não era quem pagava a assinatura, mas o filho… que não entendia japonês, recomendei-lhes para começarem a priorizar a língua portuguesa a fim de já irem conquistando aquele que pagava. Simples assim. Deu no que deu e… antes da pandemia! Houve também outras razões, lógico.

Não foi o caso do jornal Nippak, que adotou inteiramente o português, e que por estar indo muito bem causou enorme surpresa à comunidade nipo-brasileira com a notícia. Inclusive a mim que, por minha forma de pensar citada acima, até achava que, ultimamente, o Nippak é que segurava a barra do Nikkey. Não duvido.
Mas então… por que ocorreu?
Muitas devem ser as razões. Inclusive a própria comunidade que, pelas redes sociais, enviou muitas mensagens de lamentos e solidariedade, mas não vi movimento de lideranças ou associações líderes para tentar evitar que ocorresse. Aliás, pra variar, conforme tenho aventado algumas vezes nesses 25 anos de convivência.
Aqui até insinuo possíveis outras razões que valem para ambos os casos, visto que no período de minha relação com ambos, além de observador, acabei sendo também “ouvidor” de assinantes e até de funcionários, coisas de gestão. Né, não?!
Em Tempo: Sempre fui e sou favorável à existência dos meios de comunicação vinculados à comunidade étnica por possibilitar o intercâmbio cultural a este país multi-racial/religioso. Até por isso escrevi a carta, que ilustra esta, quando a União Nikkey se fundiu ao Paulista, mesmo estando vinculado ao São Paulo Shimbun, em 10/03/98.

Silvio Sano

- ARQUITETO, pela Univ. Mackenzie (1974), tendo como auge o projeto executivo da arquibancada superior do Estádio Santa Cruz (Recife), em 1981/82; ESCRITOR (sete livros, um dos quais: Corinthians, 100 Anos - Gols Ilustrados); COLUNISTA e CHARGISTA, desde 1996; JORNALISTA, com MTb desde 2012; e, COMPOSITOR (haicais e versões em português de músicas estrangeiras);
- conhece o Japão por quatro óticas diferentes (bolsista, 1975; lua-de-mel, 1980; Univ. Nagoya, 1985/87; e. decasségui, 1989/92);
- um dos administradores dos sites Nikkeyweb e Portal Oriente-se.
- Palestrante (tema atual: Konflitos Nikkeis, mesmo após mais de um século);
- tem páginas no Facebook, Twitter, Instagram e canal no Youtube
- email: silvio.sano@yahoo.com

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