Colunas Krônicas

A vez virtual no meio karaokê da comunidade nipo-brasileira

Não apenas porque passei a ser um dos administradores do site da UPK, mas porque também acompanho as transformações no meio karaokê da comunidade nipo-brasileira desde 1999, quando minha esposa começou a cantar, além de já ser colunista na época, que posso afirmar com convicção sobre o título que dei acima.
No auge do karaokê, na primeira década deste século, em um de meus artigos, de tão popular a todas as idade, denominei esse movimento como Boom Karaokê. Muitas foram as razões, mas uma delas que captei foi a de que, mais do que cantar para a maioria, fazer amigos tinha mais relevância. A tal ponto que muitos idosos que o frequentavam, contaram-me que não mais queriam que seus filhos viessem pegá-los em casa, aos domingos, para leva-los a passeio porque já tinham para onde ir… ao karaokê!
Ou seja, para a maioria deles, já se transformara em programa dominical inabalável. E mesmo entre alguns jovens e adultos.
Mas a pandemia chegou e os obrigou ao isolamento social! De repente, ficaram impedidos de cantar e praticar o que mais gostavam que era rever os amigos, todos os domingos! De modo geral, muita gente, sem dúvida, foi afetada pelo confinamento forçado, mas essa parcela do karaokê, cuja maioria ainda pertencia ao grupo de risco, foi terrivelmente atingida.
Até que um desses praticantes do karaokê descobriu o ovo de Colombo e com o aplicativo de comunicação mais usado no momento, whatsapp, resolveu realizar um evento virtual de karaokê. A carência do cantar e rever amigos era tão grande que deu certo, alcançou pleno êxito e já começa a se popularizar no meio.
Desde o surgimento, essas plataformas de comunicação já eram usadas para conferências virtuais ou lives específicas… e continuarão sendo, mas a comunidade do karaokê acaba de lhes dar novo uso. Né, não?!
Agora, assim como surgiu o PC (personal computer), é aguardar que seus fabricantes as tornem mais práticas ainda até a quem também não tenha nenhum conhecimento tecnológico.
Mesmo assim algumas Lives específicas já começam a se popularizar, bem como eventos virtuais aos praticantes de karaokê.

 

Silvio Sano

- Formado em arquitetura pela Univ. Mackenzie (1974); conhece o Japão por quatro óticas diferentes (bolsista 1975, lua-de-mel 1980, Univ.Nagoya 1985/887 e decasségui 1989/1992); escritor (sete livros, sendo Kontos, Krônicas & Kanções, o último); colunista e chargista desde 1996; jornalista (2012);
- Compõe versões em português de músicas estrangeiras, em especial da japonesa;
- um dos administradores dos sites UPK, Nikkeyweb e, agora, Portal Oriente-se.
- Palestrante (tema atual = Konflitos Nikkeis, mesmo mais de um século depois);
- Tem páginas no Facebook, Twitter e Instagram e canal no Youtube
- email: silvio.sano@yahoo.com

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