Colunas Krônicas

KRÔNICAS: Discriminações, quaisquer… “coisas” de cima para baixo! Né, não?!

Ilustração: Silvio Sano

Não sei se o título está claro, mas o que quis dizer é que quaisquer tipos de discriminação (social, econômica ou étnica) são… “coisa” de adultos incutindo-a em crianças, pais a filhos… de cima para baixo!

Escrevi a respeito, há muito tempo, baseado na relação de meu filho com seu grupo de amiguinhos… do Japão, e que me deu razão à decisão de não ficarmos em definitivo naquele país.

Explico. Recém-chegados (esposa, filho pequeno e eu) de lá, após curso de dois anos na Universidade Nagoya, aqui, acabei entrando para a estatística da violência urbana no país. O movimento dekassegui mal começava. Como éramos três e já adaptados ao Japão, revoltado, resolvi ir embora do país por esse meio! E nosso filho tinha frequentado a escola de lá, naquele período.

Mas de minha parte, como conhecia bem aquela “sociedade das aparências” e, dessa vez, morando naquele país por período mais longo, aos poucos fui invertendo o raciocínio e concluindo que a violência mental poderia ser mais danosa do que a física ao filho. Ao fim, resolvemos arriscar e retornar ao Brasil.

Meio ano após, uma carta de um dos amiguinhos dele, do Japão, acabou por consolidar minha decisão de retornar. Nela, dizia que parara de brincar com um dos outros amiguinhos porque ele era… pobre!! Ué?! Antes não era?!

“Coisa” de pais! Né, não?!

Trouxe o tema porque três recentes postagens relativas, apesar de sobre discriminação étnica, nas redes sociais, remeteram-me ao meu exemplo acima.

Na primeira, uma foto com três bebês, um de cada cor, confabulando mui alegremente; na segunda, uma GIF, com dois pais, um branco e um negro, caminhando na mesma calçada, sentidos contrários, com respectivos filhos pequenos, quando estes, ao se virem, largam as mãos deles e correm para se abraçarem; na terceira, um vídeo, com uma senhora negra e um bebê loiro no colo, ambos trocando olhares singelos, quando, de repente, alguém tira-o do colo dela e ele começa a chorar até o devolverem para ela, com largo sorriso.

Preciso “desenhar” para provar que essa “coisa” de discriminação vem de cima?!

 

Silvio Sano

- Formado em arquitetura pela Univ. Mackenzie (1974), auge: ampliação do estádio Santa Cruz (Recife, 1981); conhece o Japão por quatro óticas (bolsista 1975, lua-de-mel 1980, Univ.Nagoya 1985/887 e decasségui 1989/1992); colunista e chargista desde 1996; escritor, com sete livros publicados (Kontos, Krônicas & Kanções foi o último); compõe versões em português de músicas japonesas (Youtube), mas também de outras línguas (Hallelujah=>HalleLULA, do inglês); cantor nas categorias Pop e Internacional e, palestrante (tema atual = conflitos nikkeis mesmo 110 anos depois);

- Vice-presidente do Conselho Deliberativo da ACA Mie Kenjin do Brasil, Assessor de Comunicação e Imprensa da UPK (União Paulista de Karaokê) e um dos adminiostradores dos sites Nikkeyweb e UPK. 

www.facebook.com/silvio.sano.7
twitter.com/silvio_sano
silvio.sano@yahoo.com

Deixe seu comentário

Clique aqui para publicar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

OPORTUNIDADE PARA 2020

PROCURANDO EMPREGO?

Tradutor Juramentado

Assessoria Contábil

KARATÊ

OPORTUNIDADE PARA 2020

PROCURANDO EMPREGO?

Tradutor Juramentado

Assessoria Contábil

KARATÊ