Colunas Krônicas

KRÔNICAS: Mas afinal, o que é o MIÊ?!

MIÊ - Aparência. (Foto: reprodução)

Pois é, pelo visto a Krônica “Tímido eu?!… não mais!” rendeu. Recebi pedidos por e-mails, e pessoalmente, para esclarecer melhor essa “coisa” do MIÊ que afirmei ser inerente no japonês e em nós, descendentes, porque a ilustrei apenas com um exemplo. Só não os atendi, na semana passada, devido ao falecimento do deputado Jooji Hato a quem preferi fazer uma homenagem sincera… sem Miê, conforme está claro já no título (Não se trata de indelicadeza, mas… de homenagem).

Vamos lá, então! Aqui mesmo no Brasil, tenho um amigo que servirá como exemplo a muitos leitores porque poderão dizer o mesmo sobre seus amigos idem, com alguns até se identificando com o próprio ou… não o admitindo… rs.

Meu amigo, quando apresentado a estranhos, apesar de já ter passado dos 90 anos de idade, acho que ainda oferece seu cartão de visitas com as mesmas características de quando me surpreendeu quando o recebi dele pela primeira vez, dezenas de anos atrás, repleto de cargos e funções que, na prática, não os exercia. Ou seja, apenas por… Miê!

No caso da Nipônica anterior, o exemplo fora para esconder uma má impressão. Nesse, do amigo, é para dar boa impressão. Pura ostentação! Aliás, para o bem ou para o mal, essa seria a palavra mais adequada para explica-la. Herança do país ancestral!

Como o espaço aqui é pouco para destrinchar o assunto e, até por isso, é também tema da palestra, tentarei ser um pouco contundente já aqui!… rs.

Por exemplo, por que o nikkei, nipo-brasileiro,  é pouco participativo aos rumos da Nação? Porque está preocupado apenas consigo mesmo, em se dar bem perante a sociedade, em “vencer”, e, cá para nós, também perante aos consanguíneos. Né, não? Isso é Miê, aliás, razão também de um chavão muito popular, tempos atrás, na época dos vestibulares, do… “pra garantir sua vaga, mate um japonesinho”.

Por isso tenho afirmado sobre a alienação do nikkei em relação aos problemas brasileiros e da dificuldade de políticos consanguíneos se darem bem, além das razões citadas na Nipônica anterior.

Silvio Sano

- Formado em arquitetura pela Univ. Mackenzie (1974), auge: ampliação do estádio Santa Cruz (Recife, 1981); conhece o Japão por quatro óticas (bolsista 1975, lua-de-mel 1980, Univ.Nagoya 1985/887 e decasségui 1989/1992); colunista e chargista desde 1996; escritor, com sete livros publicados (Kontos, Krônicas & Kanções foi o último); compõe versões em português de músicas japonesas (Youtube), mas também de outras línguas (Hallelujah=>HalleLULA, do inglês); cantor nas categorias Pop e Internacional e, palestrante (tema atual = conflitos nikkeis mesmo 110 anos depois);

- Vice-presidente do Conselho Deliberativo da ACA Mie Kenjin do Brasil, Assessor de Comunicação e Imprensa da UPK (União Paulista de Karaokê) e um dos adminiostradores dos sites Nikkeyweb e UPK. 

www.facebook.com/silvio.sano.7
twitter.com/silvio_sano
silvio.sano@yahoo.com

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