Colunas Krônicas

KRÔNICAS: Tudo é relativo…

Foto: reprodução

Nesta semana vi uma pesquisa no Japão relativa à situação econômica dos japoneses, mais precisamente a respeito do custo de vida, da situação do dia-a-dia. A manchete era: No Japão, quase 60% da população ‘vive com dificuldade’ (Portal Mie).

Como assim?!”, expressei aos meus botões. Fui direto à matéria. Não entrarei em detalhes, mas basicamente era sobre queda de rendas familiares e enfatizava o fato de que mais de 60% das famílias viviam abaixo… da média da renda nacional!… não da linha da pobreza!

Em números, então, considerando o poder aquisitivo naquele país, apenas me remeteu a… quando tínhamos inflação alta, de dois dígitos ao mês enquanto o Japão, ou os EUA, de um dígito… ao ano! Na época, recordo-me, se em ambos os países a inflação subisse 0,5% em um mês o povo ia para as ruas!

Aqui, que me recorde, nunca fomos às ruas por razões econômicas a não ser, surpreendentemente, pela primeira vez, no domingo passado, a favor também da Reforma da Previdência. O povo está “acordando”? Agora, vai?! Tomara.

Mas retomando o tema, Tudo é relativo… fui remetido também à minha primeira vez ao Japão (bolsa-estágio), ao visitar um primo de meu pai na Província de Mie. Como estava com uma jaqueta de couro, ficou admirado por ser de couro, material caro naquele país, mas sua expressão logo se alterou para decepção. “Humm… pena que esteja mal confeccionada”, rechaçou.

Como assim?!”, repeti a expressão, acima, aos meus botões. De qualquer forma tão logo desviou seus olhos de mim, os meus procuraram onde estava mal feito. Não achei. Mas ele, acostumado com perfeição, no “bater de óios”, logo achou!

E fui remetido também ao depoimento de um dekassegui, registrado em meu romance Sonhos Que De Cá Segui, que trabalhava no Controle de Qualidade de uma linha de produção. Não se conformava com a bronca que levara de um japonês por ter deixado passar uma peça com defeito, mesmo com ele apontando o local porque, ainda assim… ele… não via defeito algum. “Como assim??!”, também retrucou ao japonês… e não por malandragem brasileira.

Silvio Sano

- Formado em arquitetura pela Univ. Mackenzie (1974), auge: ampliação do estádio Santa Cruz (Recife, 1981); conhece o Japão por quatro óticas (bolsista 1975, lua-de-mel 1980, Univ.Nagoya 1985/887 e decasségui 1989/1992); colunista e chargista desde 1996; escritor, com sete livros publicados (Kontos, Krônicas & Kanções foi o último); compõe versões em português de músicas japonesas (Youtube), mas também de outras línguas (Hallelujah=>HalleLULA, do inglês); cantor nas categorias Pop e Internacional e, palestrante (tema atual = conflitos nikkeis mesmo 110 anos depois);

- Vice-presidente do Conselho Deliberativo da ACA Mie Kenjin do Brasil, Assessor de Comunicação e Imprensa da UPK (União Paulista de Karaokê) e um dos adminiostradores dos sites Nikkeyweb e UPK. 

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