O nipo-paulistano Elcio Yoshitaka Yokoyama começou a praticar a arte do shodô aos 7 anos de idade por influência do pai. Aos 9 anos de idade já participava de campeonato de shodô com incentivo do seu grande mestre o shodo-ka, Nampo Kurachi da Associação Aichi do Brasil onde estudou 25 anos de Shodô. Seu maior objetivo hoje é repassar aos seus alunos os ensinamentos do seu mestre Nampo Kurachi.

Em entrevista com o arquiteto e shodô-ka, Elcio Yokoyama explica a mais antiga e tradicional arte da escrita japonesa e a importância para ele. “O importante é que o Shodô é mais do que a caligrafia japonesa; é uma meditação em movimento que expressa nossa identidade”, comenta. “Repassar aos meus alunos o conhecimento que obtive com o meu Mestre Nampo Kurachi é um dos meus grandes objetivos. Esta é uma arte que estudamos a vida toda, pois não tem fim; a cada novo estudo, descobrimos camadas de detalhes e nuances. São justamente essa minuciosidade e o cuidado estético que chamam a atenção do mercado atual”, relata.

De acordo com o shodô-ka, ultimamente tem desenvolvido diversos projetos de criação de logomarcas. Além disso, grandes corporações internacionais de origem japonesa estão utilizando essa arte em suas campanhas globais — um exemplo disso é a Panasonic, projeto no qual ele teve a honra de ser o protagonista.

Para o sensei Elcio a prática na arte do shodō é necessário a utilização do material básico: pincel grande (Oofudê), pincel pequeno (Kofudê), base de pedra para diluir a tinta e água (Suzuri), barra feita de carvão e fuligem servem para misturar água com a tinta (Sumi), papel de arroz. Esses objetos são essenciais para a prática a escritura dos caracteres japoneses hiragana e Katakana, assim como os caracteres Kanji, e os caracteres chineses (hanzi). São cinco estilos de shodô: Kaishô, Gyoshô, Soshô, Reishô, Tenshô. Sendo o mais utilizados no Japão são os estilos Kaishô e Gyoshô.

É uma arte e uma disciplina muito difícil de aperfeiçoar, tanto que entra como uma matéria a mais e faz parte da grade curricular do estudante japonês do primário até o ensino médio. A arte do shodô dispensa apresentações, mas exige alta precisão, grande concentração e habilidades do calígrafo.















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