Localizada no coração do bairro da Luz desde 1936 voltado ao pequeno negócio de fotografia, fundada pelo imigrante espanhol Manoel Salgado de Castro. Época em que a cidade vivia um intenso crescimento econômico e urbano. Um dos serviços mais procurados pelas famílias era a fotografia de estúdio, especialmente os retratos conhecidos como “Politoni”, muito populares nas décadas de 1930 e 1940. Essas fotografias eram verdadeiros símbolos de memória familiar. Foi nesse cenário que a Casa Castro iniciou sua trajetória, conquistando espaço e reconhecimento no mercado paulistano sem perder as raízes.
Em entrevista com o paulistano, engenheiro, Gilberto Serrano, um dos sócios da segunda geração da família que passou a comandar o negócio, conta a história e tradição da empresa. “Na década de 1955 meu pai, Nelson Ferreira Serrano e o amigo Jadir Nanes da Silva eram funcionários da loja comandada pelo senhor Manoel que decidiu se afastar da loja. Como funcionários dedicados e espírito empreendedor, os dois decidiram assumir a empresa e lançaram um desafio: administrar a empresa durante um ano com intuito de dar continuidade nas atividades”, comenta.

“Após esse período meu pai e o Jadir em apenas um ano de gestão, a dupla conseguiu ampliar, desenvolver novas atividades e alcançar resultados surpreendentes aos obtidos nos cinco anos anteriores. O sucesso levou a concretização do acordo em 29 de março de 1956, nascia oficialmente Nanes e Ferreira, que deu continuidade à história da Casa Castro. Em 1965, a empresa tomou uma decisão estratégica que mudaria definitivamente seu rumo: a migração do ramo fotográfico para o segmento de gravuras, quadros e molduras. A mudança abriu novas oportunidades de crescimento e posicionou a empresa em um mercado que, nas décadas seguintes, se expandiria fortemente no Brasil”, explica Gilberto.
De acordo com Gilberto foi também nesse período que a segunda geração da família passou a integrar o negócio. Os filhos de Jadir Nanes, Jair, Jairo, Jamir e James Nanes começaram a trabalhar na empresa, ao lado de Nelson Ferreira e Gilberto Ferreira. Com o passar dos anos, a liderança consolidou com Jairo Nanes, Jamir Nanes, Nelson Ferreira e Gilberto Ferreira, responsáveis por conduzir a empresa até os dias atuais. “Atuando fortemente como uma fronteira visual entre a peça e o ambiente, com mais de oito décadas de história, a Casa Castro é considerada um marco no setor, participando ativamente de eventos culturais e artísticos na cidade de São Paulo”, orgulha-se Serrano.
Para o presidente da Comissão de Artes Plásticas da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo, o artista plástico Marcos Akazaki destaca a importância da moldura e acessórios na arte da Casa Castro. “A escolha da moldura vai da madeira ao prego, o vidro ante reflexo e ecológico, é o acabamento da obra. A moldura complementa o conceito do artista. O artista se preocupa com o moldureiro como o acessório da obra: se o parafuso que está no verso é ácido ou não, para não prejudicar a obra. Se a madeira, a cola, o papel que vão no verso são de qualidades, o que vai no verso são muito importantes para a obra. A moldura é tão importante que as obras, as molduras como Kaminagai são consideradas obras de artes e muito valorizadas. Uma moldura tem a função de proteger a obra”, esclarece o artista.
“A Casa Castro atua no mercado brasileiro de molduras e acessórios com qualidade, atendimento diferenciado e personalizado, é sem dúvida uma grande aliada do artista plástico. Não é à toa que está no mercado há noventa anos”, resume Akazaki.















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