Colunas Krônicas

KRÔNICA: Leilão de carros apreendidos ou recolhidos!

Leilão de carros apreendidos ou recolhidos. (Foto: divulgação)

Não tão recentemente assisti a uma reportagem sobre leilão de carros a ser realizado pelo Detran-SP, daqueles apreendidos nas estradas devido a infrações, ou recolhidos por estarem  abandonados em vias de várias cidades do estado.

Desde então quis trazer o tema aqui, mas foram aparecendo outros que, por relevância, como a um bom (?) jornalismo, fui deixando-o para trás… rs. Este é também grave, mas por banal que vem se tornando no país, o que escreverei não passará de mera curiosidade pela associação com algo parecido que testemunhei no Japão.

Pois é, ao assisti-la fui remetido àquele país, ainda consumista, mas ao período paradisíaco de sua população, nos anos setenta/oitenta, quando fora a segunda riqueza mundial do planeta. Hoje nem mais dentre as dez maiores está.

De qualquer forma, naquele tempo o Japão vivia um período de muita euforia e consumismo extremo. Aproveitando-se disso, as indústrias de produtos de uso pessoal ou doméstico começaram a fabricá-los “para durarem seis meses”… expressão usada por elas mesmos.

Até me recordo de um programa Quiz que vi na TV, do tipo “Acredite se quiser”, ou algo parecido. Num deles, à pergunta “quantas novas máquinas de escrever eletrônicas (wapuro) eram lançadas por mês no Japão?”… ninguém acertou! Também, pudera. Sessenta!! Média de 2 por dia! Pode?! Trinta anos atrás!

No dia-a-dia, veio-me nova informação impressionante porque essa euforia atingiu também os proprietários de veículos. Ansiosos por trocarem de carros e não tendo quem comprassem os seus… “usados”, começaram a abandoná-los nas ruas.

Pequeno como é o Japão, começou a se tornar grande, o problema ao país. Resultado: uma lei nacional passou a exigir comprovação de garagem exclusiva às compras de carros novos!

Consequência: Ferros velhos específicos. No começo “quebravam-lhes os galhos” comprando-os a preços irrisórios, depois, pela quantidade, só os aceitavam se fossem de graça e, por fim, nem de graça. Dá para acreditar?

Aqui, ainda estamos muito longe deste último parágrafo, mas… também do penúltimo. Né, não?!

 

Silvio Sano

- Formado em arquitetura pela Univ. Mackenzie (1974), auge: ampliação do estádio Santa Cruz (Recife, 1981); conhece o Japão por quatro óticas (bolsista 1975, lua-de-mel 1980, Univ.Nagoya 1985/887 e decasségui 1989/1992); colunista e chargista desde 1996; escritor, com sete livros publicados (Kontos, Krônicas & Kanções foi o último); compõe versões em português de músicas japonesas (Youtube), mas também de outras línguas (Hallelujah=>HalleLULA, do inglês); cantor nas categorias Pop e Internacional e, palestrante (tema atual = conflitos nikkeis mesmo 110 anos depois);

- Vice-presidente do Conselho Deliberativo da ACA Mie Kenjin do Brasil, Assessor de Comunicação e Imprensa da UPK (União Paulista de Karaokê) e um dos adminiostradores dos sites Nikkeyweb e UPK. 

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silvio.sano@yahoo.com

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