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Osasco homenageia centenário da Família Sano com hasteamento do Nobori Hata do “Brasão”

Um século de imigração da Família Sano no Brasil e suas contribuições à sociedade. (Foto: Luci Judice Yizima)

No mês de dezembro para celebrar um século de imigração da Família Sano no Brasil e suas contribuições à sociedade, a cidade de Osasco através da Secretaria da Cultura da Prefeitura de Osasco homenageou com hasteamento do brasão da Família Sano em pleno calçadão mais movimentado do país, Calçadão da Rua Antônio Agú, no Centro de Osasco, interior de São Paulo.  ‘Detalhe, o desenho do nobori hata (bandeira) com o brasão da família foi produzido pelo também designer, Silvio Sano”. O hasteamento é uma forma de estimular seus munícipes ao sentimento cívico, patriótico, mas também em relação à própria história e cultura da cidade, criou o ‘Programa Nossa História’, um ritual formal de hasteamento de bandeiras, sempre, com uma motivação local.

Osasco homenageia centenário da Família Sano com hasteamento do “Brasão” (Foto: Luci Judice Yizima)

A solenidade é semanal e acontece todas as quartas-feiras no período da manhã, no Dispositivo do Osasco Plaza Shopping (Calçadão da Antônio Agú). São cinco bandeiras, sendo que as do Brasil, Estado de São Paulo e município de Osasco, estão sempre presentes e outras duas, uma dá motivação e uma outra representativa dessa ação ou, na falta, do próprio Shopping, incentivador do programa.

O centenário de imigração da família Sano no Brasil, de um antigo munícipe, Plínio Sano, que com os pais se mudou para Osasco em 1956, onde mora até hoje. Há 63 anos. Mas não apenas por isso. A razão tem a ver também com “os benefícios que essa família, de origem japonesa, realizou em prol da cidade, do estado e do país por cultivarem ao máximo a educação, o respeito e o cumprimento dos deveres, servindo como exemplo e referência”, justificou Sebastião Bognar, Secretário da Cultura. “Pela luta incansável de seus antepassados que chegaram aqui sem o conhecimento da língua, com diferenças culturais e estranhamento da alimentação, e que foram superando as adversidades para chegarem aonde chegaram”, concluiu.


Imigração da Família Sano no Brasil (Foto: arquivo pessoal)

O desenho do brasão foi produzido pelo designer, arquiteto, escritor e jornalista, Silvio Sano

A família em questão é a de Tsuneichi Sano que, com a esposa Chiyo, quatro filhos pequenos (Tsuneshi, 7 anos; Tsuneo, 5 anos; Tsunehiro, 3 anos; Tamao, 1 anos) e um irmão, Yoshimi, de 15 anos, que vindos do Japão a bordo do navio Wakasa Maru, desembarcaram no porto de Santos no dia 17 de julho de 1918. Plínio é o primogênito de Tsunehiro.
Sua família pode ser considerada típica como de imigrantes japoneses vindo ao Brasil, atraída pela propaganda do governo japonês, das “árvores dos frutos de ouro” (pés de café); como para obter autorização para imigração ao Brasil a família teria de ter, obrigatoriamente, três pessoas em condições de trabalho (acima de 12 anos), para esse atendimento, Tsuneichi trouxe o irmão caçula, de 15 anos. Como quase ao fim da viagem a bebê de um ano veio a falecer, tiveram de escondê-la nessa condição a fim de evitar que a jogassem ao mar como era norma às pessoas falecidas a bordo do navio. Do porto foram trazidos à Hospedaria dos Imigrantes (atual Museu do Imigrante), antes do destino final, à alguma fazenda, passaram por sérias adversidades, desde o falecimento precoce do patrono Tsuneichi (4 anos após), tendo Yoshimi, com 19 anos, de assumir a responsabilidade pela cunhada e, agora, seis sobrinhos; como também perderam suas moradas, duas vezes devido a incêndios, até se superarem e formarem, 95% dos netos e bisnetos nas faculdades.

Como a solenidade ocorre às quartas-feiras e em pleno horário de trabalho, até por isso, os descendentes que puderam comparecer foram os dos filhos mais velhos do patrono (Jorge Sano, de Tsuneshi; Hatsue Sano, de Tsuneo; e, Plínio Sano de Tsunehiro), além do primogênito do irmão Yoshimi, Mário Sano, com irmãos e netos respectivos. Apesar de apenas a família de Plínio morar em Osasco, pode-se considerar como ótimo o número de descendentes presentes.

Como amigos e pessoas ilustres (Takashi Shimokawa, presidente da Associação Mie Kenjin, pela relação de cidades irmãs entre Tsu, capital de Mie e Osasco e Akira Kawaii, presidente da Associação Akita Kenjin, sendo Kawaii munícipe de Osasco) também vieram prestigiar a solenidade foram convidados a participar do próprio hasteamento.

Sebastião Bognar, Secretário da Cultura e os Sano (Foto: Luci Judice Yizima)

Durante o evento, após o hasteamento, o artista e poeta local Luiz Tamborilando, declamou poesia de sua autoria em homenagem à comunidade japonesa; seguido do escritor e jornalista Silvio Sano, filho de Tsuneshi, que discorreu sobre a história da família; e, Simone Sayuri Sano Santos, neta de Tsunehiro e filha de Plínio, a empresária fez agradecimento formal à Secretaria da Cultura, na pessoa do secretário Sebastião Bognar, pela homenagem e o estendendo ao prefeito, Rogério Lins, encerrando assim solenidade.

Fonte: Silvio Sano

Luci Júdice Yizima

Jornalista e Fotógrafa
lucijornalismo@hotmail.com
(11) 99738-7200

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