Cultura Musica

Festival Robertinho de Músicas Inéditas… um festival realmente inédito!

Será realizado no dia 5 de junho de 2022, a partir das 14h, no Kaikan Três Coroas, na Ponte Rasa (Rua Japaraiquara, 696), o Festival Robertinho de Músicas Inéditas.
Trata-se de um festival que apresentará 56 músicas compostas pelo próprio regente, compositor e arranjador, Robertinho Suguimura, no período crítico da pandemia, a partir de julho de 2020, acrescidas de outras de dez, também de sua autoria, de desde quando começou a compô-las, em 2003, perfazendo um total de 76 músicas compostas por ele até o presente momento.
Gosto de inovar. E como considero que meu trabalho é também divulgar e incentivar os cantores e como, dentre amadores, poucos têm gravado próprias músicas, então as compus até para satisfazer egos, mas também para que possam presentear a amigos ou mesmo guardar como recordação”, justificou Robertinho à essa ideia nascida devido ao isolamento social criado pela pandemia.
Lá no início, quando comecei a compô-las escrevia as partituras à caneta… rs. Com a pandemia fiz um curso para escrevê-las por computação e o resultado foram duas composições por semana, mas que serão apresentadas apenas 66 por desistências causadas pela própria covid, mas também motivos particulares”, justificou assim a feitura de tantas composições em tão curto período.

Escolha dos intérpretes

O regente Robertinho convive plenamente com a música, como músico, há 58 anos, de forma que conhece muitos ótimos cantores que o atenderia muito bem a esse projeto, mas… “como os amigos cantores são incontáveis, então resolvi convidar aqueles com os quais estava mais em contato, mesmo nesse período de distanciamento causado pela pandemia”, explicou.
Para o sucesso da realização do Festival, os ensaios com todos os cantores convidados foram realizados aos domingos, com média de 45 cantores por dia (ou 90 vezes, visto que cada cantor ensaiava 2 vezes), tendo início no dia 03 de abril, para se encerrarem no dia 29 de maio, a uma semana do mesmo.

 

Não esperava ser convidada pelo Robertinho, por isso fiquei muito feliz por ele ter me dado essa oportunidade e honrada por poder cantar uma música inédita dele, nesse festival que, com certeza, será um sucesso”, expressou em um dos ensaios, Tamie Aoyagui, com satisfação por poder fazer parte desse festival.
Só o fato de poder reencontrar o pessoal depois dessa pandemia já foi um presente, mas cantar uma música composta por Robertinho, foi demais. Fiquei muito honrada”, assim também se expressou outra convidada, Tsugiko Hongo. “Na verdade, essa música é da fase anterior à pandemia e seria para a amiga Sueli Yokota, com letra de Kawai sensei, mas ela passou para mim, com aval do Robertinho, e fiquei muito grata a ela também”, justificou sua participação.
Nossa! Fiquei bastante honrado por poder participar desse festival, ainda mais por saber que o Robertinho as compôs para nós. É muito gratificante! Por isso temos de retribuir e tentar corresponder da forma como ele espera de nós”, justificou Haruo Nagahama, que completou… “O Festival será o ápice, a apresentação final de todo esse árduo trabalho dele. Agora, tudo depende do capricho e do empenho de nós, cantores!
Olha só! Desde o comecinho, naquela fase depressiva do isolamento social, vem a notícia de que o Robertinho estava compondo uma música para cada amigo. Foi assim um ânimo geral! Nossa! Uma música pra mim?”, contou Silvia Aki sobre sua emoção por receber o convite. “Por isso, mesmo no primeiro ensaio, me deu friozinho na barriga. Mas se a música foi composta pra você, tem de buscar a emoção e interpretar do seu jeito de ser. É muita responsabilidade!”, reforçou. “Por isso, faço questão de convidar a todos para que venham assistir ao Festival (já até estou sentindo o frio na barriga de novo… riu), até porque está sendo preparado com muito carinho. E por tudo que passamos nesse período, para celebração à vida e também honrando os amigos que se foram”, conclui ela nesse convite aos leitores.

Em relação à expectativa para esse também inédito evento, do regente e compositor Robertinho, é a de provar que cantar músicas jamais tocada não é tarefa difícil, além de também incentivar a colegas seus, também compositores, para que façam o mesmo. “Quem sabe, aceitem minha sugestão e lancem suas músicas no mesmo palco para fazermos um segundo festival de músicas inéditas?”, convidou-os.
“Parece-me que se trata do marco zero em evento nesse estilo e criação. Disseram-me não existir na história da música, lançamento num mesmo dia de tantas músicas compostas por um único autor em período tão curto de tempo”, completou.

Silvio Sano

- ARQUITETO, pela Univ. Mackenzie (1974), tendo como auge o projeto executivo da arquibancada superior do Estádio Santa Cruz (Recife), em 1981/82; ESCRITOR (sete livros, um dos quais: Corinthians, 100 Anos - Gols Ilustrados); COLUNISTA e CHARGISTA, desde 1996; JORNALISTA, com MTb desde 2012; e, COMPOSITOR (haicais e versões em português de músicas estrangeiras);
- conhece o Japão por quatro óticas diferentes (bolsista, 1975; lua-de-mel, 1980; Univ. Nagoya, 1985/87; e. decasségui, 1989/92);
- um dos administradores dos sites Nikkeyweb e Portal Oriente-se.
- Palestrante (tema atual: Konflitos Nikkeis, mesmo após mais de um século);
- tem páginas no Facebook, Twitter, Instagram e canal no Youtube
- email: silvio.sano@yahoo.com

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