Colunas Krônicas

KRÔNICA: Cantores nikkeis na KWC Brasil, muito além das fronteiras!

Karaokê KWC WORLD CHAMPIONSHIP (Foto: Luci Judice Yizima)

Estou no meio karaokê desde 1999. Não é muito se comparado com os que o frequentam de verdade. Mas pode parecer pouco aos que me veem postando, compartilhando e até opinando, direto, sobre esse movimento dentro da comunidade nipo-brasileira.

E só comecei a frequentá-lo por “culpa” de minha esposa que canta, mas passando a conhecê-lo a fundo e ficando impressionado com a quantidade de praticantes porque, para mim, a personalidade introspectiva do nikkei, teoricamente, seria um obstáculo a isso dar certo.

Mas não! Deu! Transformou-se em estímulo contra esse conflito pessoal, um dos motes de minhas palestras deste ano (Naguisa e Bunkyô/Rio-ICBJ), e que dei o título de “Konfrontos e Konflitos nikkeis, mesmo 110 anos depois”, à da do Rio.

Já dei exemplo, aqui, sobre um cantor que, mesmo após 12 anos cantando, revelou-me ainda sentir “friozinho” na barriga antes de subir ao palco, mas que valia a pena pela sensação maravilhosa ao descer, independentemente do resultado. É o que leva muitos a continuarem… como num esporte radical. Né, não?!

Neste final de semana fui assistir a um concurso fora da comunidade. Foi a 4ª finalíssima da KWC Brasil. O que chamou a atenção foi ver sete nikkeis nela, dentre cinquenta e cinco vindos de sete estados do país. Só bambans! E posso afirmar que foi a de melhor qualidade até agora porque, a convite da idealizadora Teka Barnabé, assisti a todas desde que foi criada. E não é que os nikkeis se saíram bem!

Carol Naemi Takahashi, de Maringá, foi campeã no feminino e Andre Seiti Takeda, terceiro no masculino, vencido por Eduardo Torres, de São Paulo, que, com Naemi, representará o Brasil na KWC Mundial a ser realizado em Helsinque, na Finlândia.

Muita gente tem restrições em relação a nipo-brasileiros participarem dessas competições. Não é o que pensam esses sete. Ao contrário, a unanimidade entre eles é a de que os nikkeis deveriam perder o medo e participar, para aprender, sim, mas também… até para ensinar! Na verdade, fazendo intercâmbio para crescerem juntos, como experiência inestimável!

Silvio Sano

- Formado em arquitetura pela Univ. Mackenzie (1974); conhece o Japão por quatro óticas diferentes (bolsista 1975, lua-de-mel 1980, Univ.Nagoya 1985/887 e decasségui 1989/1992); escritor (sete livros, sendo Kontos, Krônicas & Kanções, o último); colunista e chargista desde 1996; jornalista (2012);
- Compõe versões em português de músicas estrangeiras, em especial da japonesa;
- um dos administradores dos sites UPK, Nikkeyweb e, agora, Portal Oriente-se.
- Palestrante (tema atual = Konflitos Nikkeis, mesmo mais de um século depois);
- Tem páginas no Facebook, Twitter e Instagram e canal no Youtube
- email: silvio.sano@yahoo.com

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